Caça-níqueis apreendidos no ES viram computadores para estudantes

Caça-níqueis apreendidos em cassinos e bingos clandestinos do Espírito Santo estão deixando de ser descartados para se transformarem em computadores para estudantes de baixa renda.

Crianças do projeto social Arca de Noé utilizam computadores com peças de caça-níqueis apreendidos

Crianças do projeto social Arca de Noé utilizam computadores com peças de caça-níqueis apreendidos

Em parceria com a Polícia Civil do Estado, o Instituto Nacional da Erradicação da Carência Escolar e Social (Ineces) garante que as peças das máquinas de jogos sejam reaproveitadas em benefício de entidades sociais que estimulam a educação.

Ainda que pareçam videogames ilegais, os caça-níqueis apreendidos possuem monitores, placas de vídeo, processadores, teclados e estabilizadores de energia dentro de seus gabinetes de madeira.

Voluntários trabalham para que todos esses itens sejam transformados em um computador. Segundo o Ineces, placa-mãe, HD, memória, teclado e monitor, na maioria das vezes, estão em bom estado.

Caça-níqueis apreendidos no ES são desmontados e transformados em computadores

Caça-níqueis apreendidos no ES são desmontados e transformados em computadores

Balanço feito pelo Ineces aponta que, das 20 máquinas doadas pela Polícia Civil por meio da Delegacia de Costumes e Diversões, 10 foram transformadas em computadores e já estão em uso desde o início deste ano.

Instituto já montou 10 computadores com 20 caça-níqueis doados pela Polícia Civil do ES

Instituto já montou 10 computadores com 20 caça-níqueis apreendidos pela Polícia Civil do ES

Três deles foram doados para o projeto social Arca de Noé, que atende cerca de 70 crianças e adolescentes de baixa renda, que utilizam os computadores no contra-turno escolar para atividades complementares.

“Nossa missão é erradicar a carência escolar. E, neste sentido, o projeto de transformar computadores usados em crimes para contribuir com a educação de crianças tem um papel social fundamental”, afirma Juvenal Barbosa, presidente do Ineces.

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Por QSocial

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