Coletivo teatral oferece serviços domésticos em troca de leituras

A colaboração e a solidariedade são marcas da criatividade. O coletivo teatral Elas utiliza de tais artifícios no jogo performático “Cuidando da Casa”, uma das ações do projeto M.U.L.H.E.R., contemplado no programa de fomento à cultura VAI, da Prefeitura de São Paulo, que vai resultar em uma peça e em um espetáculo de dança.

As atrizes promovem um exercício de imersão e reflexão com outras mulheres que cuidam do lar no bairro Jaraguá, em São Paulo, a partir de uma troca objetiva: elas se dispõem a fazer os serviços domésticos (lavar louça e roupa, cozinhar, arrumar a casa) das interessadas desde que essas dediquem algumas horas para a leitura de textos feministas.

“A ideia era entender o que elas pensam sobre ser mulher, sobre as responsabilidades que têm em casa. São as nossas vizinhas, mulheres com a idade das nossas mães”, disse a atriz Rafaela Castro, de 21 anos, ao jornal O Estado de São Paulo, ressaltando que o intuito era aproximar mulheres de gerações distintas.

A curadoria literária inclui obras como Quarto de Despejo, da brasileira Carolina Maria de Jesus; e Mulher, Raça e Classe, da filósofa norte-americana Angela Davis.

O coletivo Elas destacou ao veículo de imprensa que a experiência não se trata de defender o feminismo, mas de abrir uma discussão sobre o tema.

“Fiquei um pouco desconfortável de ter alguém fazendo as tarefas domésticas. Fui ensinada desde pequena, e também ensinei aos meus filhos, que quem suja e usa a casa é quem deve cuidar”, disse Christiane do Espírito Santo, de 42 anos.

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Com informações do jornal O Estado de S.Paulo

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