Corinthians e Grêmio fazem vaquinha para ajudar venezuelanos

Cabudare, cidade venezuelana que fica a 359 km de Caracas. É lá que o Corinthians joga nesta quinta-feira, 17 de maio, contra o Deportivo Lara, para garantir ou encaminhar sua classificação para as oitavas-de-final da Taça Libertadores da América 2018. No campo, as equipes brasileiras vêm fazendo bonito nesse torneio; e fora dele também, especialmente no que diz respeito às que têm enfrentado clubes da Venezuela: em suas passagens pelo país, o alvinegro paulista e o Grêmio de Porto Alegre organizaram vaquinhas para ajudar trabalhadores locais, em uma ação multiplicadora do bem.

Solidariedade sem bola dividida: Na Venezuela, o Corinthians, além de treinar, ajudou os trabalhadores locais com uma vaquinha

Solidariedade sem bola dividida: na Venezuela, o Corinthians, além de treinar, ajudou os trabalhadores locais com uma vaquinha

O Grêmio ficou cerca de três dias por lá para o confronto com o Monagas, de Maturín, que aconteceu na quarta, 16 – vitória dos gaúchos por 2 a 1. Em entrevista coletiva, o jogador Cícero chegou a se emocionar ao falar sobre as condições de vida da população, que tem enfrentado uma crise econômica bastante grave.

Quem levantou a bola inicial da ajuda humanitária foi o goleiro gremista Marcelo Grohe. Ele convocou os companheiros para contribuir financeiramente com os funcionários do hotel em que o tricolor do Sul se hospedou em Maturín. Profissionais de apoio do Grêmio, como roupeiros, massagistas e cinegrafistas, também toparam participar da ação, que angariou cerca de US$ 360 (R$ 1.327), de acordo com o portal Globo Esporte. Mantimentos também foram entregues a esses venezuelanos.

Adversários nos campeonatos de que participam, aliados em uma causa comum que extrapola o futebol: os jogadores do Timão seguiram o belo exemplo do Grêmio e logo se prontificaram a somar recursos para doar aos funcionários das instalações que ocuparam em sua estada em Cabudare. Atletas, diretores e comissão técnica juntaram mais de US$ 3.000 (R$ 11.060) em contribuições.

A generosidade dos brasileiros contaminou ainda o Independiente, que está no mesmo grupo do Corinthians na Libertadores: o time argentino foi outro a fazer uma vaquinha; sinal de que o futebol produz craques também na seara da solidariedade espontânea e criativa.

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Por QSocial

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