Empreendedora mira sustentabilidade e confecciona bijuterias em 3D

A WE.ME é uma startup de bijuterias impressas em 3D, baseada no conceito de Wearable Memories, em que o usuário pode inserir memórias afetivas em todos os acessórios.

Através de um e-commerce, o cliente pode tanto comprar pulseiras, brincos, anéis e outras peças de um catálogo como confeccionar e personalizar itens, seja pelo tamanho, cor ou até com a inclusão de iniciais.

A designer de moda Beatriz Barbosa, de 22 anos, é a fundadora do empreendimento, que prima pela sustentabilidade. Segundo ela, a WE.ME começa a ser gestada após uma viagem ao exterior, quando se deparou in loco com a alta quantidade de resíduos forjados pela indústria da moda.

“A ideia da We.Me surgiu de uma viagem que eu fiz para a Índia, no final de 2015, quando eu fui fazer trabalho social, que não era voltado para o design de moda. Eu morei numa favela durante 45 dias e consegui perceber como o design de moda impacta a vida das pessoas que moram lá”, explica Beatriz.

“A Índia tem uma das maiores concentrações de toda a produção têxtil do mundo. E eu comecei a ver todo esse lixo gerado pela indústria da moda diretamente na vida das pessoas, dentro da casa delas, nas ruas que elas moravam”, complementa.

Ao retornar ao Brasil, a jovem, que ainda estava na graduação, fez uma reflexão definitiva sobre seu futuro: trabalhar em uma indústria que causa mazelas na vida daquelas famílias indianas (e de outros países) ou buscar uma alternativa sustentável?

“Na impressão 3D, tudo o que se produz é a própria peça, é um tipo manufatura aditiva. Não tem rebarba, não tem que refilar, não tem que lixar nada. A peça já sai prontinha”, diz.

Beatriz destaca a persistência como um dos elementos fundamentais para empreender. “Criatividade é você pegar um monte de problema e conseguir ressignificar em uma coisa diferente, nova, que seja legal para você”, conclui.

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