Festival de linguagem eletrônica debate relação entre corpo e tecnologia

O Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) 2018 tem como tema “O corpo é a mensagem”. A escolha é uma provocação e uma referência ao teórico canadense da comunicação Marshal McLuhan (1911-1980), que dizia que o “meio é a mensagem”.

“Essas vivências que nós temos agora com as realidades mixadas, que é a realidade física com a realidade virtual, é como se o nosso corpo se deslocasse de nós e adentrasse outra realidade (tanto que é a realidade virtual). Esse corpo não tem uma fisicalidade, ele é a mensagem”, comenta Ricardo Barreto, curador do File.

Dentre as atrações, destacam-se obras que se valem do uso de simuladores de realidade virtual (aqueles que você precisa utilizar um óculos de imersão), e sobretudo duas instalações logo na entrada do Centro Cultural Fiesp (SP), que simulam um balé de robôs: Vicious Circle e Arabesque, de autoria do artista alemão Peter William Holden.

“O artista tem a capacidade de se apropriar de qualquer meio, de qualquer situação. Hoje, o grande boom do mundo é a tecnologia digital. O interessante não é só a tecnologia, mas essa relação da criatividade artística com a criatividade tecnológica, que gera novas poéticas, novas visões de mundo. E o que é a arte? A arte é quando você tem a criatividade livre”, resume o curador.

File São Paulo 2018
Centro Cultural Fiesp – Avenida Paulista, 1313. São Paulo (SP).
Até 12 de agosto. De terça a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 10h às 20h
Entrada grátis.

 

Por Enio Lourenço

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