Hilda Hilst é a escritora criativa homenageada da Flip 2018

A 16ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) homenageia a escritora Hilda Hilst (1930-2004).

Com poemas, prosa, teatro, crônica, ficção, Hilda construiu uma obra singular na segunda metade do século XX, abordando temas como amor, sexo, morte, Deus, finitude e transcendência.

O diretor-geral do evento, o arquiteto Mauro Munhoz, ressalta algumas qualidades literárias que compõem o mosaico criativo da autora.

“A escolha de Hilda Hilst como autora homenageada da Flip 2018 se deu pelo fato de sua obra extrapolar fronteiras. Assim como os outros poetas brasileiros, leu Drummond, Bandeira e Cabral, mas leu também Fernando Pessoa, o francês Saint-John Perse e o alemão Rainer Maria Rilke. O resultado é uma literatura inovadora do ponto de vista da linguagem que exerce, por exemplo, forte influência na cena da dramaturgia brasileira de hoje”, explica.

A jornalista Josélia Aguiar, curadora da festa pelo segundo ano consecutivo, destaca aspectos transgressores da escritora jauense (que viveu muito tempo na famosa Casa do Sol, em Campinas), uma vez que Hilda foi mulher livre numa sociedade que não era acostumada com isso.

“Será uma Flip intimista, com muita poesia e teatro, um pouco de irreverência e debates sobre a criação artística, a arte e a natureza, a literatura e a filosofia. A pesquisa de repertório foi a mesma, ou seja, vamos manter a preocupação em ter autores e autoras plurais, do mesmo modo que na Flip 2017”, diz.

Em entrevista à TV Brasil, Josélia sugeriu ao público que ainda não se iniciou na obra de Hilda Hilst a procurar os volumes Da Poesia e Da Prosa, que compilam alguns dos principais trabalhos da autora.

A Flip teve início hoje (25/07), às 12h, e segue até domingo (29/07), às 15h, com debates, oficinas, palestras, saraus, shows, peças, intervenções e outras atividades no município de Paraty, no sul do Rio de Janeiro.

Confira a programação completa aqui.

Por Enio Lourenço
Com informações da Flip e da TV Brasil

Foto: Hilda Hilst em 1954 (Foto Original Fernando Lemos / Foto Edouard Fraipont / Coleção Itaú/ Revista Cult)

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