Paraense larga emprego e se reinventa como chef de cozinha típica

Em 2015, Belém (PA) foi escolhida para integrar a Rede de Cidades Criativas da Unesco na categoria gastronomia. Em São Paulo, o Quintal Paraense é um dos representantes dessa culinária.

Fundada pela chef Karina Fonseca, a barraca de comidas típicas ajuda a difundir a cultura nortista no coração da maior metrópole do país, e tem se tornado referência em sabor e atendimento de qualidade, com pratos como o tacacá, a maniçoba ou o pato no tucupi.   

“A minha visão, de quem é de fora [da cidade de São Paulo], é que a gente sente falta da família e da comida. Qual foi a minha jogada: eu posso muito bem trabalhar em uma coisa que me sustente, que eu gosto e que vai me satisfazer como pessoa”, diz Karina, que começou o negócio com apenas R$ 3.500.

As palavras da empreendedora são condizentes com sua prática. Antes de se tornar chef de cozinha, ela trabalhava como funcionária contratada de uma empresa na área de logística e se sentia insatisfeita. Foi então que resolveu convidar as filhar para embarcar nessa aventura, que já dura um ano e sete meses.

“Sempre que eu cozinhava em reuniões com os amigos, eu fazia as comidas típicas e todo mundo gostava muito. Até que um belo dia eu chamei minhas filhas para vender as comidas paraenses em um evento dentro de casa”, relembra.

A família Fonseca reformou o quintal de casa e a garagem para receber os convidados. “No dia tinha umas 300 pessoas na entrada de casa. A gente fechou o portão com 98 pessoas do lado de dentro. Eu ia fazer o evento no sábado e no domingo, mas no sábado acabou a comida.Fizemos o caixa no outro dia e vimos que o dinheiro foi bom”, conta Karina.

Na sequência, o Quintal Paraense foi diversificando suas ações e passou a participar de festas itinerantes de música e cultura alternativa na cidade de São Paulo. Há sete meses, porém, elas estão em uma área fixa de food trucks na Rua Augusta, 1291.

E para Karina, esse é apenas o início de uma atividade que lhe dá prazer pessoal e recompensa profissional.

“Eu faço as compras, acompanho o carregamento, descarrego a mercadoria, faço a comida. Gosto de estar no balcão conversando com o cliente, pegando os feedbacks deles (…) O criativo não pode ter medo. Ou você vai acertar ou você vai errar”, brinca. 

Confira a entrevista:

Entrevista e reportagem: Enio Lourenço
Captação e edição de vídeo: Mateo Monteiro

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