Perda da filha inspira pai a criar robô para detectar sepse

A filha do analista de sistemas curitibano Jacson Fressatto, de 37 anos, nasceu em 2010 e viveu só 18 dias. Sua curta existência, porém, impacta até hoje não só a vida de seu pai mas também muitas outras – as salvas pelo robô Laura, que ele inventou para ajudar a combater a sepse, doença que vitimou sua bebê.

Trata-se de um sistema inteligente, composto de 263 softwares, que, a partir da análise de prontuários e exames do paciente, identifica o risco de ele estar com sepse ou infecção generalizada. A enfermidade mata mais de 600 brasileiros por dia, segundo o Ilas (Instituto Latino-Americano da Sepse).

Caso exista a suspeita do mal, o sistema envia alertas para monitores em postos de enfermagem da instituição de saúde. Se, em três ou quatro horas, nenhuma providência é tomada, são mandadas mensagens de texto para os celulares dos médicos responsáveis pelo caso, até que o atendimento seja realizado.

Site do projeto realiza campanhas de arrecadação de fundos

A ideia do analista é equipar hospitais filantrópicos brasileiros com o robô, batizado com o nome de sua filha. O primeiro deles foi o Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, onde a diminuição do tempo de atendimento a suspeitas de sepse já levou à queda dos casos graves da doença.

Fressatto passou quatro anos desenvolvendo o programa, que custou cerca de R$ 1 milhão. Ele aplicou no estudo recursos próprios e também contou com a ajuda de um investidor-anjo.

A sepse é um quadro de infecção generalizada muito comum em UTIs

O site de seu projeto já fez uma campanha de arrecadação de fundos para viabilizar mais implantações do robô Laura _ outras deverão ser realizadas. O custo de implementação por hospital é de R$ 42 mil.

Por QSocial

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