Redes de apoio ressaltam poder colaborativo da economia criativa

Muitas cidades enfrentam processos de desindustrialização, envelhecimento e degradação, que impactam diretamente em suas atividades econômicas. Com a migração de parte da população para municípios mais prósperos, além das cíclicas crises, as consequências são quase irreversíveis. Quase.

Tabatinga, no interior de São Paulo, é um ótimo exemplo de como uma cidade pode se reinventar diante da adversidade. Durante uma crise do agronegócio local, empresários começaram a produzir bichos de pelúcia para atender uma demanda local. Hoje, a cidade é considerada a capital do bicho de pelúcia, e a produção econômica da cidade gira em torno dessa atividade.

Tal criatividade nos remete a um dos dos aspectos centrais da economia criativa: o caráter colaborativo, que tem na criação de redes de apoio entre empreendedores e fornecedores o grande trunfo para interagir e melhorar o entorno de onde vivem.

Além do agir coletivo, essa nova forma de pensar os negócios também conta com um caráter inclusivo, uma vez que programas e políticas públicas passam a ser direcionados com eficiência para um número maior de pessoas. Cidades que vivem do turismo são bons exemplos de como a gastronomia, a rede hoteleira, os grupos de artesanato, entre outros, agem unificados.

De acordo com o Mapeamento da Indústria Criativa, produzido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em 2015, o PIB do estado do Rio de Janeiro chega a ser composto quase 20% por atividades ligadas à economia criativa. Somente naquele ano, a indústria criativa movimentou cerca de R$ 155 bilhões em todo o país.

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