Sociedades antigas tratavam criativos como loucos

Na Antiguidade, a criatividade era concebida como uma dádiva divina, restrita a poucos mortais. Já no final da Idade Média, ela passou a ser associada à loucura e aos distúrbios mentais. Grosso modo: o criativo era um maluco.

Essa ideia veio a se alterar em meados da década de 1950, quando a comunidade científica norte-americana escutou o famoso discurso do psicólogo J.P. Guilford: “Há neste país, e possivelmente em outros, subcorrentes que sentem a necessidade de expandir o desempenho criativo e um desejo de saber mais sobre a natureza da criatividade”.

Antes, porém, mestres da criatividade foram considerados loucos, como o pintor Michelangelo Buonarroti, a escritora Virginia Woolf e o saxofonista Charlie Parker.

John Forbes Nash foi outro desses. O matemático, que sofria de esquizofrenia, teve sua história contada no filme Uma Mente brilhante. Um dia, ele resumiu a questão sobre a normalidade.

“A racionalidade do pensamento impõe um limite na relação das pessoas com seus cosmos”, disse.

E parafraseando Eramos de Roterdã: é de grande sabedoria saber ser louco no momento certo. Quem sabe não esteja aí o ápice da criatividade.

Por Enio Lourenço
Com informações da Taylor & Francis Online e revista Galileu

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