Startup lança serviço de compartilhamento de patinetes elétricos

A startup Ride Mobility lança, no dia 20 de agosto, o serviço de compartilhamento de patinetes elétricos em São Paulo. O empreendedor Marcelo Loureiro é o responsável pela iniciativa, que surgiu de sua experiência na Califórnia (EUA), onde morou durante os últimos dez anos e viu a primeira empresa deste setor surgir na cidade de Santa Mônica.

“São Paulo é uma cidade que grita por soluções em mobilidade urbana, é um dos principais problemas do paulistano. Desde janeiro deste ano, eu estou desenvolvendo todo o aplicativo, os patinetes, para lançar [o serviço] na semana que vem”, justifica Loureiro em entrevista à rádio CBN.

De acordo o fundador, a implementação do sistema ocorrerá de forma gradual, com 50 patinetes na primeira etapa, por se tratar de uma fase de testes que envolve questões como a relação do modal com a cidade, seus locais de permanência após a utilização, a conectividade dos chips. A ideia, no entanto, é colocar 300 veículos à disposição do público até o final de setembro.

O equipamento poderá ser utilizado nas ciclovias, nas ciclofaixas e até em calçadas, quando não existir as outras alternativas. “Mas é claro que a gente não recomenda essa última possibilidade. A vantagem de usar na calçada é que você usa numa velocidade muito baixa”, diz Loureiro.

Vantagens e custos

O patinete elétrico não exige nenhum esforço físico, além de dois passos (“remadas”) para tirar o veículo da inércia antes de conduzir a aceleração com o polegar direito. Outra vantagem é o fato de não haver restrição de vestimentas, como saias, saltos ou roupa social, porque o veículo é pilotado em pé.

O sistema da Ride Mobility está em fase final de testes, como os que ocorreram no último domingo (05/08) na Avenida Paulista e no Parque do Ibirapuera, tanto para avaliar a segurança quanto os valores que serão cobrados.

A bandeirada inicial para usar o patinete, porém, será fixada em R$ 2,50 e a estimativa é que seja cobrado R$ 0,50 por minuto de utilização.

“Uma estatística diz que 60% dos trajetos das pessoas a pé é de até 2 quilômetros, que você percorre em cinco minutos [no patinete]. Assim, o usuário vai gastar R$ 4,50, R$ 5,00. É aquela distância que é longe pra ir a pé e perto pra ir de carro”, explica Loureiro.

No início, a empresa vai disponibilizar os patinetes em pontos privados da cidade, com a perspectiva de chegar no modelo dockless (em que o equipamento pode ser retirado e deixado em local aleatório, sem uma base fixa ou “cais”).

O fundador da Ride Mobility acredita que sua empresa não vai disputar mercado com outros modais e aplicativos de compartilhamento de transporte, sejam carros ou bicicletas, porque seu público é o pedestre que geralmente anda dois, três ou quatro quilômetros.

“Quem anda de bicicleta, vai continuar andando de bicicleta. Ou talvez use o patinete quando estiver com uma roupa mais social e não queira suar”, diz.

Por Enio Lourenço
Com informações da rádio CBN
Fotos: Divulgação Ride Mobility

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